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"Não
nos influenciemos pelos feitos alheios. Nossas atitudes
devem realmente nascer de nossas inspirações
mais íntimas, e não constituir uma forma
de "reagir" contra as atitudes dos outros.
Não
permitamos que emoções outras determinem
nosso modo peculiar de pensar e agir; caminhemos sobre
nossas próprias pernas, determinando como "agir".
"Quando
alguém não quiser vos receber, sacudi
o pó de vossos pés". A recomendação
de Jesus poderá ser assim interpretada: não
devemos impor aos outros o constrangimento de convencê-los
à nossa realidade, como se nossa maneira de
traduzir as leis divinas fosse a melhor, nem achar
que a Verdade é propriedade única, e
que somente coubesse a nós a posse exclusiva
desse patrimônio.
Em
muitas ocasiões, a título de aconselhar
melhores opções e diretrizes, no sentido
de esclarecer e priorizar a seleção
de atitudes dos outros, que, na verdade caberia a
eles próprios desempenhar, nós extrapolamos
nossas reais funções e limites, transformando
o que poderia ser esclarecimento e orientação
em abuso e ocupação indevida dos valores
e domínios dos indivíduos.
Sentimos
necessidade de "corrigir" opiniões,
"indicar" caminhos, "induzir"
experiências, privando as pessoas de exercer
opções e de vivenciar suas próprias
experiências. Deixando-as cair e se levantar,
amar e sofrer, estamos, ao contrário, permitindo
que elas mesmas possam angariar seus próprios
conhecimentos e, dessa forma, estruturar sua maturação
e crescimento pessoal.
"Deixar
casas e cidades que não nos ouvem as palavras"
é demonstrar que não temos a pretensão
de únicos possuidores da revelação
divina e que, não fosse nossa intermediação,
as criaturas estariam desprovidas de outros canais
de instrução e conhecimento divino.
"Reter
o pó em vossos pés" é não
ter a visão da imensidade e diversidade das
possibilidades universais, que apóiam sempre
as criaturas de conformidade com sua idade astral
e sempre no momento propício para seu crescimento
íntimo.
A
Vida Maior tem inúmeras vias de inspiração
e revelação a fim de conduzir os indivíduos
a seu desenvolvimento espiritual; portanto, não
devemos nos arvorar em indispensáveis dignitários
divinos.
Lancemos as sementes sem a pretensão de aplausos
e reconhecimentos, mesmo porque talvez não
haja florescimento imediato, mas na terra fértil
dos sentimentos humanos haverá um dia em que
o campo produzirá a seu tempo.
Ao
aceitarmos as pessoas como indivíduos de personalidade
própria, respeitando suas opiniões,
idéias e conceitos, até mesmos seus
preconceitos, estaremos dando a elas um fundamental
apoio para que escutem o que temos para dizer ou esclarecer,
deixando depois que elas mesmas, conforme lhe convier,
mudem ou não suas diretrizes vivenciais.
Talvez
o servo imprudente, arraigado no orgulho, esperasse
louros dourados de consideração e entendimento
de todos os que o escutassem, e que fosse amplamente
compreendido em suas intenções, mas
por enquanto, na Terra, o plantio é ainda difícil
e as colheitas não são generosas.
Há
muitas criaturas intransigentes e rigorosas que não
entendem, impõem; não ensinam, pregam;
não amam, manipulam; não respeitam,
criticam; e por não usarem de sinceridade é
que fazem o gênero de "suposta santidade".
Portanto,
se não formos bem acolhidos nos labores que
desempenhamos na Seara de Jesus, silenciemos sem qualquer
"reação"aos contratempos e
aguardemos as providências das "Mãos
Divinas".
Nesse
afã, prossigamos convictos de nosso ideal de
amor, palmilhando, entre as realizações
porvindouras rumo ao final feliz, nosso próprio
caminho, cujo mapa está impresso em nosso coração."
Texto
extraído do livro "Renovando Atitudes"
de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
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